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Apnéia do Sono ( SAHOS ) : Causas, Sintomas, Tratamento

O que é Apnéia do sono;

A Apnéia do Sono ou SAHOS (Síndrome da Apnéia/ Hipopnéia do Sono) é caracterizada pela ocorrência de episódios recorrentes de obstrução parcial ou total das vias aéreas durante o sono. A conseqüência destas obstruções é a redução (hipopnéia) ou interrupção completa (apnéia) do fluxo de ar apesar da manutenção do esforço inspiratório.

Figura 1: Imagem demonstrando a obstrução à livre passagem do ar (azul) que ocorre na apnéia do sono.

Passagem de ar na apnéia do sono

Causas

A SAHOS é uma doença multifatorial. Ela pode ser causada pela interação de fatores anatômicos individuais (tamanho das vias aéreas) com outros fatores como hipotonia da musculatura do palato durante o sono.

Sintomas:

O paciente com ronco ou apnéia do sono pode não perceber o problema. Muitos pacientes são conduzidos ao especialista pelo cônjuge ou por pessoas que convivem com ele e percebem o problema.

Alguns sinais e sintomas comuns são:

Conseqüências da SAHOS não tratada

Já está bem documentado na literatura médica que a apnéia do sono pode causar vários problemas à saúde.

Entre os problemas mais bem documentados estão os listados abaixo:

As alterações acima podem ser reversíveis ou melhorar com o tratamento da SAHOS.

Diagnóstico: A importância da Polissonografia

O padrão-ouro para o diagnóstico da SAHOS é o exame de polissonografia.

A polissonografia vai fornecer informações fundamentais para o diagnóstico correto do problema como:

Tratamento

O tratamento da SAHOS deve ser planejado de acordo com as necessidades individuais de cada paciente e de acordo com o grau de apnéia.

Em geral, o tratamento da SAHOS envolve a adoção de medidas clínicas simples aliadas ao uso de dispositivos ou aparelhos que visam facilitar o fluxo do ar pela via aérea como os aparelhos intra-orais e os aparelhos de pressão positiva para via aérea superior (CPAP e BIPAP).

Medidas clínicas:

Se existirem problemas otorrinolaringológicos que possam estar colaborando com a piora da apnéia como hipertrofia das conchas nasais, desvios septais, alergias (rinites), deformidades, pólipos, tumores, hipertrofia adenoamigdaliana, deverão ser tratados.

Aparelho Intraoral:

Na apnéia do sono de grau leve ou no ronco, o tratamento pode ser feito com o uso de aparelhos intra-orais.

Estes aparelhos são usados apenas durante o sono e são construídos de modo a posicionar a mandíbula mais para a frente, possibilitando que a passagem do ar na garganta fique desobstruída.

As principais limitações para o uso do aparelho intraoral são:

Se houver indicação de uso de aparelho intraoral, deve ser feita uma avaliação com dentista onde são verificados as condições da arcada dentária, tipo de mordida, etc.

Aparelhos de pressão positiva para via aérea superior (CPAP e BIPAP)

Na apnéia do sono de grau moderado ou severo, o mais recomendado é o tratamento com outro tipo de aparelho, denominado de CPAP.

O CPAP é um pequeno aparelho que vem conectado com um tubo flexível, que, por sua vez, conecta-se a um máscara nasal ou nasobucal que é ajustada à face por meio de tiras elásticas.

Este aparelho gera um fluxo de ar contínuo, aplicando uma pressão positiva sobre os tecidos da garganta, não permitindo que eles desabem e portanto, permitindo que o ar passe livremente pela faringe.

Na expiração, o gás carbônico exalado é drenado por meio de aberturas presentes na máscara.

Em cada paciente é necessário determinar individualmente o nível de pressão mais adequado para resolver a apnéia do sono. Para saber o nível de pressão adequado é necessário submeter-se a uma polissonografia para titulação pressórica de CPAP.

O nível pressórico do CPAP varia de 4 a 20 cm H20. Sempre consideramos o mínimo necessário para abolir roncos, apnéia, hipopnéias e dessaturações da oxi-hemoglobina, assim como os microdespertares.

Existe o CPAP, denominado automático ou "inteligente" que teoricamente conseguiria regular a pressão automática e instantaneamente durante a noite.

Neste aparelho (mais caro que o CPAP regulado manualmente) existem sensores que reconhecem os fenômenos respiratórios (quando há apnéia e hipopnéia) e os corrigem. Consideramos que mesmo pacientes que adquirem este tipo mais sofisticado de CPAP deveriam se submeter pelo menos a uma titulação pressória feita no laboratório de sono, para evitar problemas de ajuste pressorico.

Alguns pacientes como os portadores de doenças neuromusculares, obesidade mórbida e doenças pulmonares como DPOC podem precisar de um outro tipo de aparelho chamado BiPAP.

O BIPAP fornece pressões diferenciadas, podendo a pressão inspiratória ser regulada independentemente da expiratória.

Pressão inspiratória é maior que a pressão expiratória, proporcionando um conforto maior para aqueles pacientes que necessitam de uma pressão mais elevada.

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